Uma conversa que começou muito antes do podcast
A biblioteca começou com livros, mas a própria comunidade mostrou que ela precisava ser muito mais do que isso. Ao redor da leitura foram surgindo atividades, esporte, cultura, alimentação, formação, cuidado e oportunidades para crianças, jovens e famílias.
E essa experiência fortaleceu uma convicção em mim: Mais acesso ao conhecimento significa mais oportunidades. Mais oportunidades fortalecem comunidades. E comunidades fortalecidas constroem futuros diferentes.
Foi dessa trajetória que nasceu o movimento Mais Livros Menos Violência. Esse movimento não nasceu como uma campanha pontual nem como uma frase criada para uma ocasião. Nasceu da experiência de quem viu na prática que educação, cultura, alimentação, esporte, trabalho e conhecimento podem mudar as possibilidades que uma pessoa encontra pela frente.
O que podemos fazer antes da violência?
Quando falamos em violência, muitas vezes começamos a conversa quando ela já aconteceu.
E podemos fazer outra pergunta: O que se pode fazer antes?
O que acontece quando uma criança encontra um livro, um professor, uma atividade cultural ou esportiva e um lugar onde é acolhida? O que acontece quando um jovem encontra formação e oportunidade de trabalho? O que muda quando uma família tem acesso a alimentação, cultura, informação e uma rede que ajuda a abrir novos caminhos?
E é nesse espaço que precisamos atuar antes que a violência apareça como a única alternativa.
Porque segurança também se constrói com oportunidade, com mais educação, com alimento na mesa. E isso abre as possibilidades de um futuro melhor.
Foi dessa reflexão que também nasceu a necessidade de ampliar essa conversa.
Por que criar o podcast Mais Livros, Menos Violência?
Depois de tantos anos fazendo, chegou também a hora de conversar mais sobre o que estamos aprendendo.
Existem muitas pessoas pensando e fazendo coisas importantes nas favelas, nos subúrbios, nas periferias e em diferentes territórios da nossa cidade. Educadores, comunicadores, lideranças comunitárias, artistas, empresários, pesquisadores, gestores e moradores que conhecem problemas reais e, principalmente, estão construindo respostas reais.
E ouvir as pessoas que fazem é uma forma de mostrar que é possível, é falar sobre o Rio para além da violência que aparece todos os dias nas manchetes. É falar sobre talento, educação, cultura, trabalho, território, comunicação, fome, segurança, infância, juventude e oportunidade.
Pedro quer discutir o Rio que temos, mas principalmente o Rio que podemos construir. É para isso que nasce o podcast Mais Livros, Menos Violência.
O programa é um espaço para histórias, experiências, ideias, provocações e também perguntas difíceis. É colocar gente boa para conversar sobre caminhos possíveis e sobre aquilo que já está funcionando na prática.
Primeiro episódio recebe André Fernandes
No primeiro episódio, Pedro recebe o Jornalista e fundador da Agência de Notícias das Favelas, André Fernandes, para uma conversa sobre favela, comunicação, território, oportunidades e sobre quem tem o direito de contar as histórias desses lugares. É uma conversa que combina muito com o início deste projeto, porque mudar uma cidade também passa por mudar a maneira como enxergamos suas pessoas, seus bairros e suas potências.
🎧 Assista ou ouça o primeiro episódio:
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Uma história que continua
Depois de todos esses anos, Pedro continua acreditando em uma frase que resume muito o que o trouxe até aqui:
Livros não mudam o mundo. Livros mudam pessoas. E são as pessoas que mudam o mundo.
O Mais Livros, Menos Violência é mais um capítulo dessa história. Uma história que começou com livros deixados pelas ruas, ganhou rodas com a BookTruck, virou biblioteca, encontrou crianças, jovens, famílias e comunidades, e que agora também ganha voz.
O podcast nasce para ampliar essa conversa e reunir pessoas que acreditam que é possível construir um Rio com mais conhecimento, mais oportunidades e mais futuro. Esperamos vocês nessa conversa!
Mais Livros. Menos Violência. Porque onde existe futuro, a violência perde espaço.